O que as famílias dizem sobre o Jacarandá
Relatos de quem acompanhou de perto a vida do seu familiar aqui — com os detalhes que nenhuma brochura consegue transmitir.
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"Quando levei minha mãe pela primeira vez, ela ficou olhando para o pátio e disse que parecia o quintal de uma casa de interior. Quatro meses depois, está lá toda manhã a tomar café. Foi a melhor decisão que tomámos."
"O meu pai é uma pessoa que não se adapta fácil a lugares novos. Surpreendeu-me como em três semanas já conhecia toda a equipa pelo nome e participava das rodas de conversa. A equipa tem um jeito muito próprio de não forçar — e isso fez toda a diferença."
"Começámos pela Estadia Diurna porque queríamos ver como minha avó reagia. Em dois meses ela mesma disse que queria ficar. Mudámos para a Residência e está muito bem. O facto de podermos visitar a qualquer hora nos dá muita segurança."
"O que me surpreendeu foi a comunicação. A Beatriz manda uma actualização mensal por escrito e está sempre disponível por telefone. Para quem mora em outra cidade, isso é muito valioso. Sinto-me próximo mesmo estando longe."
"A estrutura não é enorme, mas isso é justamente o que gostámos. Minha mãe conhece todos — os colegas de casa e a equipa. Diz que se sente em casa, não num lugar de idosos. A comida é simples e boa — sem exagero nem falta."
"Meu pai ficou viúvo há dois anos e estava muito isolado. A Estadia Diurna foi um começo — gradual, sem pressão. Voltava para casa mais animado. O Jacarandá não apenas ocupa o tempo, dá sentido aos dias. É diferente."
Histórias de perto
Três percursos reais de famílias que escolheram o Jacarandá em momentos distintos da vida.
A adaptação de uma dona de casa independente
Dona Aparecida, 78 anos, morava sozinha em Pinheiros e os filhos estavam preocupados com o isolamento progressivo. Ela era totalmente independente mas os dias estavam a ficar longos e sem muito propósito.
A família optou pela Estadia Diurna durante um mês como período de adaptação. Após perceber que Dona Aparecida voltava a casa muito mais disposta, avançaram para a Residência no Pátio.
Há sete meses no Jacarandá, participa dos jogos de tarde e é a responsável não oficial pela rega do jardim. A filha diz que "parece que ganhou uma nova fase de vida."
"Eu vim aqui com desconfiança — ela também. Hoje a dificuldade é convencê-la a passar o fim de semana em casa conosco." — filha de Dona Aparecida
Um senhor que não queria "lar de idosos"
Seu Hélio, 82 anos, recusou qualquer sugestão de residência por mais de dois anos. Para ele, "lar de idosos" significava perder a autonomia. Os filhos precisavam de uma alternativa que ele próprio pudesse aceitar.
Após uma visita em que o grupo de residentes estava no pátio com o jornal e café, ele próprio disse "isto parece uma casa, não uma clínica." Entrou directo na Residência Conforto.
Cinco meses depois, Seu Hélio lidera as rodas de conversa sobre futebol e política. Segundo a equipa, é ele que "recebe" os novos residentes e os apresenta ao espaço.
"Não é um lar de idosos. É uma casa com gente que sabe conversar." — Seu Hélio
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